HTML5



             Para iniciar o estudo sobre o HTML5 trataremos primeiro a necessidade de mudança exigida no HTML. Apesar da enorme importância para o mundo da informação o HTML estancou na versão 4.0.1 desde 1999 e não acompanhou as dinâmicas mudanças que ocorreram nos últimos anos e para atender as necessidades careceu utilizar  plugins externos como o flash player e outros. Em Outubro de 2006, Tim Berners-Lee anunciou que trabalharia juntamente  com o WHATWG (Web Hypertext Application Technology Working Group) na produção do HTML5 em detrimento do XHTML.  Contudo o XHTML continuaria sendo mantido paralelamente de acordo comas mudanças causadas no HTML. Surgiu ai um consórcio entre a W3C (World Wide Web Consortium) e a WHATWG.
           O HTML5 tem o novo padrão para a estruturação e apresentação de conteúdo, com melhorias significativas com novas  funcionalidades de semântica e acessibilidade, além de melhorar o suporte aos mais recentes conteúdo multimídias. As principais mudanças são Melhor tratamento de exceção, mais tags para substituir scripts, independência de plataforma e redução da necessidade de plugins externos. Dessa forma fornece ferramentas para a CSS e o Javascript fazerem seu  trabalho da melhor maneira possível. O HTML5 permite por meio de suas APIs a manipulação das características destes  elementos, de forma que o website ou a aplicação continue leve e funcional.

O desenvolvimento modular

Para que uma nova versão do HTML ou do CSS fosse lançada, todas as ideias listadas na especificação deveriam ser testadas e desenvolvidas para então serem publicadas para o uso dos browsers e os desenvolvedores. Isso foi mudado com o lançamento  do HTML5 e o CSS3, Pois as duas tecnologias foram divididas em módulos. Agora comunidade de desenvolvedores e os  fabricantes de browsers não precisam esperar que todo o padrão seja escrito e publicado para utilizarem as novidades  das linguagens.

A inclusão de novos elementos

O HTML5 trouxe uma série de elementos que nos ajudam a definir setores principais no documento HTML. Com a ajuda destes elementos, podemos por exemplo diferenciar diretamente pelo código HTML5 áreas importantes do site como sidebar, rodapé e cabeçalho. Conseguimos  seccionar a área de conteúdo indicando onde exatamente é o texto do artigo. Estas mudanças simplificam o trabalho de sistemas como os  dos buscadores. Com o HTML5 os buscadores conseguem vasculhar o código de maneira mais eficaz. Procurando e guardando informações mais exatas e levando menos tempo para estocar essa informação. Alguns elementos tinham apenas características visuais e não semânticas  para o conteúdo da página, Esses elementos anteriormente foram excluídos porque se tornaram obsoletos e outros por serem usados indevidamente.  Contudo, alguns destes  elementos voltaram à  tona com novos significados semânticos. Outros elementos não foram descontinuados, mas seus significados foram  modificados.  Por exemplo: O elemento address agora é tratado como uma seção no documento e o elemento hr agora tem o mesmo nível que um parágrafo, mas é utilizado para quebrar linhas e fazer separações.

Elementos descontinuados

São eles;
basefont, big, center, font, s, strike, tt, u.
frame, frameset, noframes(estes foram descontinuados por que ferem os princípios de acessibilide e usabilidade).

Mudanças nos formulários

Antes era muito trabalhoso fazer validação de formulários no HTML5 essa tarefa ficou bem simples, boa parte desse processo ficou  automática . Em muitos casos, todo ele. Isso porque podemos tornar seus campos “espertos” com os novos valores para o atributo type,  que já incluem validação para datas, emails, URLs e números.

Inclusão dos elementos vídeo e áudio para reprodução multimídia.

Outro motivo para integrar plugins externos é o uso de áudio e vídeo nas páginas web. Com a inclusão de tags específicas para este fim,  o HTML5 dá suporte nativo para a reprodução de áudio e vídeo sem a necessidade de utilizar mecanismos externos.  Para usar o elemento  áudio ou vídeo, basta incluir a tag específica no documento. Devemos destacar o uso de codecs, Isso vai evitar que o navegador tenha que baixar,  pelo menos parcialmente, o arquivo de mídia para, depois, descobrir que não consegue tocá-lo.


MathML  e SVG

O HTML5 incorpora as linguagens MathML e SVG, ambas linguagem de marcação, baseada em XML.  MathML para representação de fórmulas matemáticas e SVG é uma linguagem para marcação de gráficos vetoriais.

CANVAS API

O CANVAS permite desenhar gráficos em uma página web utilizando Javascript para controla-lo e desenhar elementos gráficos como elipses, linhas, textos, etc.

DOM (Modelo de Objetos do Documento)

Modelo de objeto de documento do W3C é uma recomendação para interfaces para acessar, atualizar e ler documentos com ênfase em documentos hierarquicamente  estruturados. Hoje os navegadores usam a especificação DOM para expor a árvore de documentos HTML de uma página da Web via classes nativas em seus intérpretes de JavaScript.

LINKS

Dois elementos fazem essa função, o elemento "a" e elemento "link", sendo que o elemento "a" aciona outras páginas e documentos que o usuário tem acesso, enquanto o elemento "link" vincula outros documentos sem aparecer no conteúdo, como um arquivo CSS.

Novas funcionalidades

Além de linguagem de marcação o HTML5 também trata de um conjunto de novas funcionalidades encapsuladas em APIs que podem ser acessadas via JavaScript. Porém, há APIs em processo de padronização pelo W3C que não fazem parte da especificação do HTML5. Elas são especificações relacionadas não intrínsecas ao HTML5, ou seja, a utilização delas não está estritamente atrelada ao uso da linguagem. Algumas são desenvolvidas em conjunto pelo WHATWG e W3C e  trabalham muito bem com HTML5 mas que não são (mais) exclusivas dele. são elas:
 Web Storage, Web messaging, Microdata, Web Workers  e Web Sockets.
Outras não são desenvolvidas pelo WHATWG e possuem especificações publicadas separamente pelo W3C. São elas:
Geolocation, File API,Indexed DB, File Writer e Notifications.






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